O termo nativo digital foi utilizado pela primeira vez no ano de 2001, pelo escritor e palestrante Mark Prensky. De acordo com o autor, os nativos digitais são jovens que nasceram em uma época na qual as tecnologias digitais já influenciavam o mundo e, por conta disso, apresentam características inéditas que os diferenciam dos outros. Os nascidos nestas gerações, então, teriam supostamente habilidades tecnológicas intrínsecas.

 

Mais de uma década depois, os debates sobre tais características seguem em alta, principalmente se levarmos em consideração a influência que estas novas características teriam na educação dos jovens. A falta de embasamento teórico para manter a teoria de Prensky, além de implicações em diferenças de renda e diversidade são fatores apontados pelos que acreditam que o nativo digital não passa de um mito.

 

Apesar disso, é inegável a importância da tecnologia para os jovens. Percebe-se o crescente uso de aparelhos eletrônicos, internet, aplicativos, principalmente entre os pertencentes às gerações “y” e “z”. A geração “y”, também conhecida como “millenials”, incluiu aqueles nascidos entre meados dos anos 80 e 90, enquanto a geração “z” ou “pós-millenials” vai até 2010.

 

Estes jovens utilizam cada vez mais seus aparelhos celulares e tablets no dia a dia, substituindo o mundo físico pelo virtual. Segundo pesquisa realizada pelo Datafolha, dos brasileiros que têm entre 16 e 24 anos, 78% têm o próprio smartphone ou moram em uma casa com um desses aparelhos - ante apenas 52% daqueles com 25 anos ou mais.

 

Assim, vemos que o nativo digital pode até não possuir habilidades especiais, ser multitarefas ou ter maior facilidade de aprendizado, entretanto, ele segue um novo estilo de vida. Pensando nisso, as estratégias de marketing e comunicação também sofrem alterações e devem sempre contar com reflexões, para que as estratégias sejam assertivas.

Uma geracao que se mantem conectada