Vivemos em tempo de paciência e informação, as medidas de prevenção não devem ser tratadas como exagero ou fantasia.

 

Diariamente somos bombardeados de informações, relatos e muitas opiniões sobre a nova epidemia de coronavírus (que não é tão nova assim). O que é mais preocupante ainda é o volume constante das Fake News, que em vez de orientar a população causa mais medo e pânico.

 

Hoje em dia há uma grande desvalorização dos meios de comunicação tradicionais, existe a crescente percepção da manipulação da informação e muitas pessoas migraram em massa para as redes sociais. Imagina a única fonte de notícias e informações ser uma rede social? Por mais que você seja um heavy user do Twitter, Facebook ou Instagram é importante lembrar que tudo que está nas redes nem sempre é verdade. Então, não custa nada ler jornal, ouvir rádio ou podcast, ler blogs que você sabe que existe uma checagem de fatos.

 

Nos últimos anos, acompanhamos uma disseminação imensa de informações falsas – as famosas FAKE NEWS - que são boatos, é quando alguém que ouviu de alguém e repassou para o vizinho. Por que devemos nos preocupar com esse tipo de informação? É por que pode afetar e muito em nosso cotidiano. Por exemplo: No caso do coronavírus se todo mundo acreditar que devemos estocar comida e usar máscaras, muitos mantimentos podem faltar para quem mais precisa, além do pânico gerado.

 

Os danos causados pelas Fake News são tão graves quanto os de uma epidemia

 

A mídia quando noticia um caso, sem checar os fatos e sem ter a responsabilidade de apuração pode causar sérios danos à população.  O caso da Escola Base – amplamente divulgado pela grande mídia e tema de toda a aula de Jornalismo é um exemplo claro de erro. Os donos de uma escola infantil foram acusados de uma série de abusos, depois de uma investigação policial foi comprovado que eles eram inocentes.

 

Nesse caso, a mídia sofreu grandes repressões e punições por que realmente errou. Mas, o que acontece com as pessoas que disseminam Fake News? Infelizmente, nada.

 

A dica básica é ler muito. Procure em informações em diferentes lugares: jornais, rádio, TV, Podcast, redes sociais. Se for pesquisar no Google busquem por dois, três, quatro links. Não acreditem na primeira informação, as técnicas de SEO podem ter sido utilizadas para ranquear o site, e nem sempre ele contém informações verdadeiras ou verificados por um profissional de saúde. Ainda que pareça ser mais cômodo perguntar para o colega, ou para alguém na rua, a leitura sempre será a melhor forma de prevenir a desinformação.

 

Por fim, não acredite em tudo que o seu vizinho, tio, colega ou grupo da família escreve nas redes sociais. Por mais bem-intencionados que estejam, eles podem estar repassando uma informação falsa e sem nenhum compromisso com a verdade.

 

Escrito por Kelem Freitas Duarte